domingo, 30 de dezembro de 2012

Vamos virar o ano?


Passei quase a gravidez inteira pensando na época em que você vai nascer. E torcendo para não ser exatamente entre o Natal e o Ano Novo. 
A data final das 40 semanas é dia 22 de janeiro. Mas eu sabia desde o início que até lá não chegaria. 
Na gestação do seu irmão, mamãe sofreu com a dor no cóquis. Desta vez, foi tudo diferente. 
Na 16a semana comecei a sofrer com as varizes pélvicas. Meias kendall foram o mal necessário durante três meses até o médico falar do tal do compressor yoga, o nosso companheiro.  
Além disso, episódios de taquicardia, que me acometeram lá pelo sétimo mês no Fefel, começaram antes. Até investigamos com cardiologista e exames. E ainda veio a descoberta da anemia e as duas infusões de ferro. Ou seja, apesar da felicidade de te esperar, mamãe ficou bem cansada. 
Isso sem falar na loucura do trabalho, nas tarefas domésticas, no casamento e na vida do irmão. Uma segunda gravidez nunca é como a primeira, pra ninguém.

ANIVERSÁRIO EM ÉPOCA DE FÉRIAS 

Na época em que estávamos planejando te encomendar, eu tinha uma ideia fixa de que não queria correr o risco de ter o bebê entre o fim e o começo do ano. Pensava sempre na data de aniversário. 
Mas descobri que as realmente coisas não acontecem sempre como a gente planeja. Por isso, resolvi não pensar nisso. E você veio, quando quis. Que maravilha!
Se o parto fosse no começo de dezembro, muito antes da hora, passaríamos aperto, porque você teria sido bastante prematura. Mas seu aniversário seria comemorado antes do fim das aulas. 
Se virármos o ano, como esperado, podemos fazer sempre no início de fevereiro, junto com o do seu irmão. Já fico até me imaginando levando dois bolos para escola na primeira semana de aulas.
Mas o mais bacana mesmo, sendo de uma família de ex esportistas e educadores, é saber que, pra você, sempre será melhor estar adiantada do que atrasada, ser a mais velha do que a mais nova. 
Então é isso. Estou torcendo para gente virar o ano. Só faltam 2 dias, filha! 
Por falar nisso, você não para de se mexer... vou deitar um pouco, para aliviar a pressão pra mim e pra você. 

Acabo de lembrar de uma frase que vi no facebook outro dia, postada por uma colega grávida: "NUNCA TE VI E SEMPRE TE AMEI!". 

36 semanas e a gravidez continua


Filha, você já está com estimados 2.900 kg e 47 centímetros. Do tamanho do Fefel quando ele nasceu, mas ainda vai crescer um pouco.
Passamos da marca do nascimento do seu irmão sem sobressaltos. Mamãe estava morrendo de medo de você nascer antes do tempo. Até a médica chegou a suspeitar de um parto prematuro principalmente pelo risco de uma trombose, na variza pélvica. Na 31a semana, tomei até corticóide para amadurecer seus pulmõezinhos. 
A chegada na 36 semanas era um objetivo, que eu também queria ultrapassar. 
No dia 27/12, fomos fazer o ultrassom da 36a e dois dias. Meu medo era de que a placenta tivesse secado. Por isso, passei muito tempo bebendo bastante água. Nos últimos dias, chegava a uns quatro litros diários. 

VOVÓ PAULA FOI CONOSCO 

Pela primeira vez na vida, vovó Paula foi acompanhar um ultrassom. Nos do Fefel, nunca estava em SP. E desta vez, menos ainda. Só que agora deu. 
Eu estava super empolgada, achando que ela ia te ver como quanto te víamos com o Dr. David, toda. 
Mas a médica não era tão vivida e experiente e mostrou menos detalhes. A imagem em 3D, por exemplo, ela não fez. Mas deu pra ver um pezinho lindo, uma perninha, a cabecinha e o rostinho tampado com um bracinho... E ainda ter a certeza de que tudo estava bem.

CHEIA DE LÍQUIDO 

O repouso e o investimento nos copos d'água deram certo. Tem o calor que está de enloquecer também, né?! Então, vento e água são a receita para gente dar conta de suportar o verão.
Segundo a médica, a placenta está ótima e há bastante líquido. Ou seja, apesar do espaço estar bem pequeno, você está mergulhada, numa boa. 

A AJUDA DOS AVÓS 

Vó Paula tem insistido no meu repouso. Vira e mexe me manda deitar, não me deixa fazer esforço e me poupa de tudo! 
Outro dia foi até engraçado. Estávamos no sacolão e eu reclamei de um incomodo, depois que a barriga endureceu. No caixa, já melhor, comecei a ajudar a guardar algumas coisas. De repente, ela fala, bem brava: "Já não te mandei ir para o carro!?" hahahah! Fui correndo!
A ajuda do vô Marcos que tem se ocupado mais do Fefel também contribui bastante. Assim eu tenho tempo para pensar e me dedicar a você nesta reta final. 
O objetivo agora é virar o ano!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fotos em família



Entrei de licença médica no dia 17 de dezembro, torcendo para ficar grávida pelo menos mais dez dias para ter tempo de descansar da correria até você nascer, filha. 
Passei muito tempo pensando nas fotos do barrigão em família, mas não tinha tido tempo para programar nada. 
Até que a primeira semana da licença passou, a 36 de gestação se aproximava e o medo de você nascer na mesma época que o seu irmão - 36 e 3 dias - estavam me fazendo ficar bastante preocupada. 
Só pensava que, além de não conseguir escrever as histórias da gestação como gostaria no blog, e de não termos feitos tantas fotos domésticas do crescimento da barriga, também não teríamos as do álbum. Que desespero. 
Mas demos sorte. Consegui marcar com uma fotógrafa indicada pela Renata, que fez as fotos ainda não reveladas - depois de 4 anos - do seu irmão na barriga. 
Ela topou fazer no domingo, dia 23/12. Ufa! 



A SESSÃO 
Acordamos com o tempo mixuruca! Chuva e garoa... aqui em casa só nublado, mas ela mandou uma mensagem dizendo que chovia na zona sul, perto do parque onde tínhamos marcado. 
Decidimos então marcar aqui em casa, pra improvisar o que fosse possível, e tentarmos ir no Vila Lobos. 
Mas eu torci tanto pra que o tempo firmasse que deu certo. No fim, fomos mesmo ao Burle Marx, um parque lindo que nós não conhecíamos. Fefel se comportou super-hiper bem com a promessa do chicletes de melancia, que ele queria... e com a ajuda do vô Marcos, que já estava em SP para o Natal e nos ajudou. 
Ficaram lindas. Assim que o papai baixar no computador, a gente ilustra esse blog rosa... que precisa de uma carinha fofa, como a sua.



29/12/2012

33 semanas, já!




O ultrassom é sempre uma alegria. Eu costumo dizer que os melhores momentos são sentir você se mexer e te ver. 
O médico que a gente conheceu depois da 16a semana é uma maravilha. Conta detalhes do que aparece na imagem. As artérias do coração, do cérebro, estômago, rim, cavidades dos olhos... coisas que nós, leigos, nunca poderíamos supor. Eu, por exemplo, só tenho clareza dos bracinhos, perninhas, e outros membros que ficam mais evidentes. Uma delícia!
No dia 06 de dezembro, na 33a semana, fomos te rever. Eu já estava num cansaço enorme e resistindo para continuar a trabalhar e não perder a licença maternidade... A preocupação sempre foi com um parto prematuro, principalmente por causa da varize pélvica. Tanto é que a Dra. Paula até me mandou tomar corticóide para amadurecer os seus pulmões, no risco de você nascer muito antes da hora.
Então, chegar lá e ouvir que a placenta estava ótima, sem nenhum sinal de envelhecimento e cheia de líquido, foi uma delícia. Ou seja, nenhum sinal de que o parto muito antes da hora. Pelo menos nesse aspecto estávamos garantidas por mais algumas semanas.
E ainda saímos com mais notícia boa: você já estava com 2.139 kg e 42 centímetros. 
Um benção o seu crescimento, filha!
29/12/2012

Irmão beijoqueiro




Gabriela minha filha, a gente fica pensando em como será a reação do seu irmão Fefel quando você nascer... Certamente vai sofrer de ciúmes. Mas a ideia de ganhar uma irmã nunca foi rejeitada. Ao contrário, ele curte bastante ver que a família está aumentando. 
Herdou da gente esse gosto pela família. Vira e mexe reproduz falas minhas, quando estamos juntos, deitados: "Família, ê!", por exemplo. E dá abraços em mim e no papai. Faz contas de quantos seremos, sempre incluindo a irmã mais velha, Fê: cinco, ao todo.

VAI GANHAR UM/A IRMÃOZINHO/A

A notícia da gravidez só foi confirmada no terceiro mês, para poupá-lo de frustrações ou confusões. Afinal, com o aborto espontâneo, já tivemos que dizer que "tínhamos nos enganado" de que havia um bebê na barriga da mamãe. 
Mesmo assim, o ansioso papai já ficava soltando umas indiretas, louco para contar logo. 
Com a confirmação, Fefel costumava participar das conversas quando me ouvia falar com alguém sobre a gravidez. E, depois da descoberta do sexo, até anunciava: "É uma menina!", como fez uma vez no clube, ao ouvir de longe uma mãe comentar sobre a minha barriga. 
Aliás, depois que a barriga cresceu, lá pelo quinto, sexto mês, me surpreendeu com uma enquanto estávamos no closet: "Agora você está grávida mesmo!" Isso não é maravilhoso?!

CARINHO PELA BARRIGA 

O papai sempre o estimulou a beijar a barriga. E ele sempre topou. Comigo, nem sempre. Até que decidi que era melhor deixá-lo a vontade para manifestar o carinho só quando tivesse interesse. E assim é. Muitas vezes nem tô pensando no barrigão e ele olha para mim e diz: "Hoje ainda não dei um beijo na Gabriela!". Abaixa a cinta ou a meia que usava desde o 4o mês, libera a barriga e começa a dar beijos seguidos. São sempre muitos... uma beijação, um amor só! 
Outra coisa que adora fazer é soprar. Eu fico dizendo que você escuta... Mas ele nunca tem vontade de esperar você se mexer. Não sei porque. 
Bom, a verdade é que estamos todos ansiosos pela sua chegada. Recentemente o irmão falou, por conta própria: "Não vejo a hora de ver a cara dela!".
Agora falta pouco... 
E, se Deus quiser, a adaptação dele com a sua existência será melhor do que a gente espera. 
29/12/2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

Um jeito único de se mexer


Filha do céu, sentir você se mexer é um privilégio! Como eu gosto! 
Não me esqueço da sensação no meio do expediente, sentada no trabalho, na correria... De repente você me fazia "parar tudo" para te sentir mexer. 
E é um jeito único, completamente diferente do seu irmão. Na gravidez dele, eram chutes ou cutucões num ou outro lugar.  
Com você não... são movimentos, intensos. Costumar começar num canto e só parar noutro. É como se você estivesse se espriguiçando ou fazendo movimentos de dança... 
De vez em quando, a barriga endurece e você se concentra num lugar. Como está de cabeça para baixo desde muito cedo, fico com a impressão de que ou você está esticando as pernas e pés ou está colocando o bumbum pra trás. É engraçado! Nesse aspecto, parece um pouco com o que o seu irmão fazia. 
Acho uma delícia que cada um tenha o seu jeitinho na barriga... assim, pude experimentar sensações diferentes nas duas gestações. 
A natureza é mesmo linda. Deus nos abençõe!

Gabriela


Desde o início da gestação já tínhamos uma certa definição dos nomes, mesmo antes de confirmar o sexo. Seu pai gostava muito de Gabriel, desde o irmão... e de Gabriela também. Se fosse menino, teríamos uma dupla sertaneja em casa! rs. Mas, como disse a sua irmã Fernanda, numa viagem em julho para Fartura, "isso nem deveria ser discutido, já que você seria uma menina com certeza!" Já pensou no tanto que ela te espera também?!
Quase não havia dúvidas sobre a escolha, afinal, Sofia, o nome que eu gostava na primeira gestação já tinha deixado de ser uma opção há anos... de tantas que conheci. 
Desta vez, cheguei a pensar em Isabella, esse com dois Ls mesmo... Mas seu pai sempre preferiu Gabriela! Ficávamos especulando até com o Fefel, que sempre participou das conversas para a escolha, antes mesmo da gravidez. Mas a preferência do papai acabou selando a decisão. Até hoje ele diz: "No terceiro, consegui implacar!" hahaha.
Escolha feita, nem chegamos a discutir a letra dupla, apesar do meu nome ter e eu amar. Acho que o seu, filha, fica mais bonito com um L só. Já até mandei bordar assim no porta maternidade de tirar o fôlego que comprei, de passarinhos... 
E mais: na mesma época da escolha estava no ar a novela Gabriela que, em resumo, conta a história de uma mulher linda, cheia de vida, de charme e livre... única. 
Você será assim, única e linda! Seja como for, a nossa Ga-bri-e-la! 

27 semanas!




Gabi querida, você tá que cresce! Hoje fomos para mais um ultrassom, dia de prazer. Tudo certinho com você e logo de cara, uma fotinha em 3 D do seu rostinho. O biquinho tem influência de coisas da placenta, com certeza, mas não deixar de ter a mesma característica do pai e do irmão. 
Bochechuda, que até o médico observou, toda fofa, com a mãozinha do lado, como se estivesse escorando o rostinho.
Nessa fase, segundo o livro que o seu pai me deu ainda na gravidez do seu irmão - e que eu voltei a ler - você já abre os olhinhos. E ouve bem... Mais sons graves, segundo o médico. Eu disse: "Bom, porque daí ela não escuta as broncas e os gritos da mãe com o irmão!". rs! 
Por falar em irmão, logo que chegamos em casa, mostrei a foto que fizemos com o Iphone para ele. A primeira afirmação: "Minha irmã já está toda formadinha!". Coisa fofa!
Mamãe não vê a hora de te ter com saúde entre nós. Rafael é outro que, vira-e-mexe, diz: "Não vejo a hora da minha irmã nascer!".
Estamos ansiosos, mas é bom que você ainda tenha, pelo menos, mais 11 semanas para se desenvolver tranquila. Estou diminuindo o ritmo e, ao mesmo tempo, correndo com os preparativos para a sua chegada. Ainda falta arrumar bastante coisa. Enquanto isso, você cresce. 
Hoje tá com quase 1 kg, cerca de 980 gramas, e 29 centímetros. Mais uma benção na nossa vida! Que Deus te ilumine, sempre. 
Nós te amamos. 

Vale mais que um bifinho!


"É uma menina mesmo, olha aqui!", disse o médico, mostrando o que marca o sexo! Para nossa alegria e minha certeza porque eu estava meio incrédula, de tanta felicidade com a certeza de que teremos um casalzinho! Mas saber que você é perfeitinha foi o mais importante. 
Mamãe e papai foram juntos para o ultrassom da 23a semana. O morfológico do 2o semestre, em que se avalia tudo: o coração do feto, a simetria, a formação do cérebro, todos os órgãos e até o rostinho já se pode ver. O médico é um fera, além de humano. Tivemos a chance de saber coisas que nem tínhamos ouvido falar na gravidez do seu irmão. Imagine, ver as córneas... as veias do cordão umbilical que te liga a mim?! Saímos de lá felizes da vida com a certeza de que tudo está indo bem. É sempre um alívio.
Mamãe confessa: parece que ficou mais medrosa, bobona em relação à primeira gestação. Acho que tem a ver com aquela sensação de que "é muita maravilha para uma pessoa só", como se não fosse possível. Vivo falando para mim mesmo que é! Até porque, ter dois filhos saudáveis é um privilégio comum em muitas famílias. 
Ouvimos seu coraçãozinho, vimos perninhas, pezinho - de 4 centímetros, ai que vontade de comer! - e mãozinhas no rosto, como o Fefel fazia quando estava na barriga. Mãozinhas compridas, como a do pai, do irmão e da Fê. Bom pra você, filha! E, quase no fim, veio da informação que seu pai queria desde o início: 23 centímetros, 490 gramas! Vale mais, muito mais, que um bifinho! Estamos ansiosos para deixar tudo pronto para sua chegada. Que seja depois do Ano Novo! 

Primeiras mexidinhas


Comecei a te sentir mexer há duas semanas, no sábado 15 de setembro, durante uma reunião em Brasília. Foi uma delícia. Mas as mexidinhas ficaram mais frequentes da semana passada para cá. Hoje, estava ali deitada no quarto do seu irmão, que será o seu quando nascer, e você começou a dar o que parecem uns soquinhos. Que delícia! 
Eu me peguei pensando: "Nem acredito que seja verdade!". Ando assim, filha. A felicidade com a sua chegada é tanta que às vezes eu nem acredito. É um momento lindo na nossa vida, de plenitude. Você consagra uma realização familiar, minha e do papai: a de um casamento estável, maduro, de pais que amam essa função e da alegria que é ter o seu irmão com três anos e meio e agora esperar por você, uma menina!
Ao longo desses cinco meses e meio de gestação pensei em escrever algumas vezes, desisti outras tantas... Mas eu tenho uma resposta para isso: além da espera ser diferente, quando já se tem ocupações com um filho, o meu receio de que a sua chegada não fosse real me impedia de fazer registros. Agora não. Sentir você mexer é a comprovação de que esse sonho já se tornou realidade. Peço a Deus que você tenha saúde e venha no seu tempo, madurinha, perfeitinha! Até lá, vou continuar com o prazer de te sentir dentro de mim! E há algo mais maravilhoso do que isso? Deus te abençõe!

É uma menina! A saga para descobrir o sexo.


Gabriela, minha doce, você já tem nome!
Mamãe não cabia em si na hora da confirmação! Meu Deus, como foi difícil arrancar da médica a certeza: menino ou menina? Mamãe - agora quase mãe de dois - vai relatar a saga que foi neste último mês até hoje de manhã. Depois ainda tem várias histórias para contar sobre o medo de que a gravidez não fosse adiante. 
Bem, hoje era o quarto dia de uma série, que começou há quase três semanas. Dra. Paula falou no dia 25 de julho que eu poderia fazer o ultrassom para identificar o sexo na semana seguinte. Ou seja, a partir do dia 31, quando entraria na 15a semana de gestação. Liguei para dois lugares, já que ela não fez objeções. No primeiro, consegui para hoje, dia 13 de agosto. Muito longe... perto da volta do seu pai de Londres, em cima da hora para comprar coisinhas caso você fosse menina. Queríamos descobrir antes. Aí, no outro laboratório, consegui para o dia 09. Um pouquinho melhor. Marquei os dois, com a intenção de desmarcar um deles. Mas, a pressa me fez procurar uma outra clínica de ultrassom do plano. Escolhi pelo nome: Inst. Avançado de Imagem. Dois de agosto, era a data.
Fui toda toda, com aquela expectativa... 

ULTRASSOM MORFOLÓGICO 
Há, já ia me esquecendo de dizer que no ultrassom da 12a, o médico disse que tinha 60% de chance de ser um menino. Segundo ele, ainda estava indefinido, mas o apêndice do sexo estava oblíquo, o que indicava uma chance maior de ser menino. Eu achei que ele chutou baixo, mas para mim, a partir daquele momento, era certo que seria um outro menino. Seu irmão Rafael também tinha certeza. Dizia que tinha um menino na minha barriga. Como ele suspeitou da gravidez antes mesmo da confirmação, fiquei achando que ele teria razão. Bom... e assim foi. Passamos essas últimas três semanas acreditando mais que ele ia ter um companheirinho de futebol e videogame do que uma irmãzinha para "chamar de sua". 

A CLÍNICA MEIA BOCA 
Bom, chegando lá, no dia 02, quando bati o olho na ante-sala, já suspeitei que boa coisa não ia dar. Mas pensei logo: "Pode ser preconceito, vai que o médico é bom!" E resolvi esperar. Perda de tempo. A salinha, filha, feinha... Já na hora que sentei, disse para o médico: "Vim confirmar o sexo!". E ele veio com uma: "É muito cedo... tem de esperar a 18a semana!" Me poupe! Se há quatro anos na 16a eles já cravavam, porque ia esperar tudo isso?! Mal sinal... e assim foi. Eu passei os minutos sem conseguir enxergar o seu corpinho! Saí de lá, além de assustada, preocupada! Gente do céu, como é que pode não aparecer bebê?, pensei... Sorte que ouvi o coração bater, a parte mais gostosa de tudo! 
Gastei o pedido e ainda fiquei com a pulga atrás da orelha. Liguei na hora para Dra. Paula e pedi para Nancy me arranjar outro pedido. Ela ficou meio brava, mas fez. E me mandou fazer uma queixa no plano de saúde. Foi o que fiz. No fim do dia, a médica ligou porque eu deixei o exame lá. Disse que era para ficar tranquila, porque estava tudo certo, mas o equipamento da clínica é ruim e o médico também não sabe fazer. Ô enganação aquele nome lá, viu?! 

O SEGUNDO ULTRASSOM 
Fui então para o segundo, no dia 09. Saí correndo de casa, deixei o Fefel no clube e atravessei a cidade para chegar lá nos cafundós da Vila Clementino, zona sul. Foi o laboratório que a médica escolheu, porque tem tradição em diagnósticos de imagem. Nove e 42 eu estava falando com a atendente. O exame era 9h30. Mas eu fiz a besteira de não checar se o pedido estava na pastinha do pré-natal e, quando vi, não tinha. Eles poderiam ter sido gentis, amigáveis, compreensíveis e deixado eu pedir para a médica mandar por fax um pedido. Como até aconteceu na gravidez do Fefel. Mas não. Disseram que não dava porque ia atrasar demais. Má vontade indescritível! Me fizeram ir embora sem te ver... com uma marcação pro sábado, 10h45, justo no dia que a gente ia viajar para casa da vó Nair e do vô Agripino. Eu fui, né?! Era o último fim de semana do seu pai em Londres, hora dele conseguir comprar umas coisinhas em promoção. 
Para não correr o risco de não achar o pedido em casa - que está em obras - atravessei a cidade e fui lá na médica buscar um novo pedido! Vou levar um presentinho na próxima consulta, para ela me perdoar! rs. 
Fiquei 2 horas no trânsito! Mas não parava de pensar que a gente tinha que descobrir se seria Gabriel ou Gabriela!

MÉDICA DE POUCOS AMIGOS 
No dia seguinte, o terceiro, portanto, na tentativa de descobrir o sexo, cheguei 10h em ponto, para não ter problema de atraso. E adivinha o que ouvi? "A médica está atrasada uma hora!" Deu vontade de matar. No dia anterior, por causa de 12 minutos, não quiseram esperar um fax. No outro, 1 hora atrasada impunemente. É brincadeira! Esperei, claro. E ainda pensei: "Imagine se eu não descobrir hoje?! Nem pense nisso, vamos saber sim!", me auto-incentivava. Quando chegou a minha vez, já desconfiei. Médica mau encarada! Má vontade terrível. Cara de poucos amigos, Deus me livre. Fez as medições, não falou um A comigo, só disse que estava tudo bem no final, quando já estava desligando a máquina. Eu fiz: "Precisava saber o sexo!" Ela: "Tá com a perna fechada!" Eu disse: "Nossa, mas eu precisava tanto...", afinal de contas esse ultrassom aí só existe para isso, gente!? 
A fulana religou a máquina, xuxou o aparelho na barriga - se seu pai estivesse lá, ia ter! - e logo levantou dizendo: "Pode ser uma menina!" Menina??!?!?!?!?!, pensei! Como assim??? Eu tinha 60% de chance de ser menino, ela vem me dizer que está com a perna fechada e lança uma dúvida dessa, sem falar nada mais!? Eu fiz: "Baseado em que que você diz que pode ser uma menina?" Para entender o indício, claro. Ela, no pior dos mau humores: "Acho que tem grandes lábios, por isso tô dizendo que pode ser uma menina!". E foi-se. Gente do céu!!! As assistentes, tadinhas... pareciam indignadas e logo me recomendaram voltar para fazer com outros médicos. Essa daí já deve ser conhecida, né?! Mas a gente não volta lá, filha, se Deus quiser. 
Independentemente da má vontade da fofa, eu fiquei pensando: "Gente, que filhote escondidinho! Será que vai ser assim quando nascer?". No Fefel, não houve dúvidas. Agora, com você, esse mistério. Chegou a ser engraçado.

A TERCEIRA CLÍNICA. 
Parecia que eu já estava prevendo que podia não ver. Até guardei o novo pedido, que fui buscar na médica, já que sabia que nesta segunda-feira eu tinha um outro horário marcado. Pensava em desmarcá-lo, mas como a dúvida não acabou, decidi usá-lo.
Aí, só não insisti para ficarmos mais uma noite em Fartura, porque tinha o tal ultrassom hoje. Acordei cedo, na maior expectativa. Me arrumei, o Fefel acordou... e, quando estava saindo para deixá-lo no clube, liga o laboratório. Eu nem acreditei! "Então, o médico teve um problema... seu exame está sendo cancelado!" Hahahahahahahha!!! Me beslica, pensei! I-na-cre-di-tável! 
Liguei para central e pedi um horário, em algum endereço, porque tinha urgência. E estava esperando há 20 dias a data. 
Pronto, me mandaram para os canfundó, lá na zona Norte, onde eu nunca tinha ido! Não pensei duas vezes.
Cheguei lá atrasado, claro, porque me perdi no caminho. Mas até que foi pouco. Dez e 22 já estava com a senha na mão. Não adiantou. Me fizeram esperar um "encaixe". Brincadeira o tanto que eles laboratórios vendem caro. 
Quando entrei, já eram mais de 11h20... Resumi um pouco da saga para médica, que me pareceu, de cara, simpática. Deus foi muito bom!
A moça se esforçou tanto, mas tanto, que me mostrou no ultrassom, entre as pernas, uma parte "lisinha", segundo ela. Eu, que não entendia nada, fiz: "Então é um menino?!". Ela fez uma cara meio de assustada, como se eu estivesse rejeitando a novidade e disse: "Como assim? Um menino?!", ou algo do tipo. E eu: "Não entendi! " Ela: "Tá liso, não tem nada no meio, é uma menina!" Jesus!!! Eu não sei se saía pulando ou o que... mas fiquei com medo dela errar, porque se fosse um menino, seria tão bem vindo quanto você! Só que uma menina tem o seu encanto! E um casalzinho... que delícia! 
Eu ainda insisti: "Com essa imagem, você não tem dúvida de que é uma menina?" Ela: "É uma menina!" 

É UMA MENINAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Saí distribuindo as mensagens e ligações. Vó Paula, quando ouvi, fez: "Ai, minha filha, Deus é muito bom com a gente!"hahahahahahaha. Pense na felicidade! 
Pelo celular, no carro, a irmã disse: "Eu nem vou dizer que eu avisei!", toda feliz. Nossa, como queria uma irmãzinha para enfeitar!
O pai, que perdeu o celular, me ligou todo emocionado. "Eu tô todo bobo aqui! Nem acredito", disse. Eu fiz: "Parabéns, papai!" 
Cheguei no clube, contei para babá em vez de contar primeiro para o Fefel. Sei lá, achei que fosse ter de falar com jeitinho... mas ele ouviu e fez: "É menina?!" Menino esperto! Sentei no chão com ele no colo e contei: "Vai filho, a gente estava enganado. É uma menina! E vai ser sua... você vai me ajudar a cuidar!" Ficou todo feliz. 
Bizuca mandou mensagem comemorando: "É menina!".
No facebook, várias mensagens. Até das amigas de intercâmbio, Chelaine, Rachel Bevell...
Nat, a prima, que tá na casa da vó Nair, acaba de comemorar também por telefone. E a vó, entre outras coisas, falou: "Que maravilha, há muito tempo não tinha uma menininha... Que venha com saúde! Agora ficou completo!"

E assim estamos! Felizes com a sua chegada, minha querida. Que você venha com saúde e cheia de vida, como o seu irmão. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Grávida na Suíça


No aeroporto, às 18h20 da noite, pelo horário da Suíça, dia 27 05 2012:

Chegou a hora de voltar para o Brasil e de matar a saudade do meu filhote e do marido. Grávida de quase 6 semanas, estou aqui pensando sobre a delícia que foi essa experiência e sobre o tanto que desejo essa gravidez. Fico pensando que se tudo der certo vou ter muitas histórias para contar para essa “petite” ou para este “petit qui est dans mon ventre”. Todo mundo que conversa comigo acha que é uma menina, mas a experiência de fevereiro, da gravidez que não foi adiante, me faz ficar cautelosa, com medo de que algo possa não dar certo. Mas tenho confiança!
Falei com Marco e Rafael agora há pouco, ainda pelo celular da TV Suíça, que o querido do Claude me arranjou. Rafael ficou fazendo pouco caso de mim, mas quando perguntei se ele queria que eu ficasse aqui ou que voltasse, ele disse: “Que volte!”. Nossa, acho que amanhã, a chegada vai ser maravilhosa... quero ficar grudada nele o dia todo!
Filho, pensei em você o tempo todo na viagem. Tudo que via queria comprar! Te via lindo em tudo, amando tudo. A roupa de futebol da suíça me enlouqueceu. Estava já na fila do caixa da loja quando vi a roupa. Catei camiseta e meião e fiquei pensando que você poderia usar com outro short... Quando vi o calção, perdi o lugar na fila e fui pegar. Que delícia ter você, que carreguei no peito durante toda a viagem no colar que seu pai me deu de novo, com o berloque.
Agora tá quase na hora de embarcar... vou delisgar o computador e torcer para dar tudo certo.
Na vinda tive uma dor de ouvido muito, muito forte, por causa da gripe. Tive até medo de que isso pudesse ter alguma consequência para a gravidez. Mas, se Deus quiser, não foi nada. E meu ouvido, que até agora não ficou 100 por cento, há de cooperar. Boa viagem para gente...Não vejo a hora de encontrar vocês, minha vida! 

A concepção



Depois da frustração e da superação do aborto espontâneo de fevereiro, e do primeiro ciclo em março, fiquei fazendo contas... A vontade de engravidar ainda este ano era grande. Afinal, queríamos mesmo aumentar a família, dar um irmãozinho/a para o nosso filho e já estava em tempo. Rafael já tinha feito três.
Eu tinha várias anotações no IPHONE com contas feitas em sites, sobre datas prováveis de parto para quem engravida em abril, maio, junho...
Fiz contas do tipo: abril nasce no fim do ano, entre Natal e Ano Novo. E pensava: Não vale a pena, porque fazer aniversário nessa época é ruim.
Mas, ao mesmo tempo, continuava: em maio vou pra Suíça a trabalho e vou perder a chance. Em junho, seria a única alternativa então, já que em julho/agosto tem Olimpíada e o pai estaria em Londres. Ou seja, só teríamos o segundo semestre para tentar... E se não viesse?
Daí, graças a um trabalho de análise e também ao aborto, que me mostrou que nem sempre as coisas saem como planejado, resolvi desencanar das contas. Resolvi liberar para quando viesse... fosse quando fosse, para quando fosse. Seria ótimo de qualquer jeito.
Em abril, segundo ciclo depois da perda do início do ano, consultei a médica por mensagem mesmo. Algo do tipo: “Dra. Paula, tem algum risco ou as chances de perda aumentam se engravidar próximo do aborto espontâneo ou isso não influencia? Tô querendo arriscar!”. A resposta foi divertida e animadora... Decidi então me entregar à sorte.
Os sintomas de que o momento era propício vieram 10 dias depois do ciclo. Rapidíssimo. Justo naquela conta de que antes do meio do ciclo dá menina e depois, menino. Eu fiquei pensando que se isso se confirmasse, seria ótimo.
E assim foi... Seu pai queria mesmo encomendar uma menina, a “Priscillinha”, segundo ele. E veio, logo, como seu irmão.

O CORPO TRABALHA SOZINHO

Viajamos – eu e o Fefel para BH, para curtir a Semana Santa. Não me esqueço que, no sítio, fiquei falando com tia Gá e tia Beth dos planos para engravidar pensando o tempo todo, sozinha: “Será que meu corpo já não está no processo?! Mas queria me poupar até o terceiro mês e não comentei nada.
Depois, ficamos só esperando para ver se daria certo.
Antes mesmo da data para o atraso, ansiosos, comprei um teste de farmácia. E não é que acendeu um pouquinho?! Bem fraquinho, mas acendeu. Logo pensei: “Vou lá no laboratório fazer logo este teste, para matar a dúvida.”

A CONFIRMAÇÃO

Era uma segunda-feira e, na quinta, 21 de maio, eu viajaria para a Suíça. Já tinha a recomendação de tomar medicamento para evitar rejeição na viagem, por isso tinha o pedido da médica.
Passei o expediente inteiro na expectativa. Entrei no site do laboratório umas três vezes até entrar o resultado, já por volta das 18h. Quase enlouqueci.
Estava lá: 24,0. Positivo era a partir de 5,0, se não me engano. Era pouco, afinal, me lembro que na gestação do Rafael e na que não foi adiante, os BHCGs já estavam em 5.000... Mas a minha alegria foi tanta que corri para o banheiro da TV para pular. Imagine lá, sozinha, pulando de alegria de frente para o espelho. E pensando: há males que vem para o bem?! A gravidez de janeiro não foi adiante, mas agora, sem estar barriguda, posso realizar um sonho profissional, de trabalhar no exterior, falando algum das quatro línguas que conheço... E, de repente, vou grávida do mesmo jeito.
Em pouco tempo, liguei pro seu pai. Sussurando, disse: “Marco, deu positivo!”. “Como assim?”. Ele nem sabia que eu tinha ido ao laboratório. Falei: “Tô grávida!” Ele dizia: “Não acredito!”, rindo emocionado.
E assim foi... estamos aqui, já na 30a semana.
Mamãe tá meio relapsa com a escrita, na correria da vida... mas as histórias existem...e são suas, minha querida. Deus nos abençoe!