Depois da frustração e da superação
do aborto espontâneo de fevereiro, e do primeiro ciclo em março, fiquei fazendo
contas... A vontade de engravidar ainda este ano era grande. Afinal, queríamos
mesmo aumentar a família, dar um irmãozinho/a para o nosso filho e já estava em
tempo. Rafael já tinha feito três.
Eu tinha várias anotações no
IPHONE com contas feitas em sites, sobre datas prováveis de parto para quem
engravida em abril, maio, junho...
Fiz contas do tipo: abril
nasce no fim do ano, entre Natal e Ano Novo. E pensava: Não vale a pena, porque
fazer aniversário nessa época é ruim.
Mas, ao mesmo tempo,
continuava: em maio vou pra Suíça a trabalho e vou perder a chance. Em junho,
seria a única alternativa então, já que em julho/agosto tem Olimpíada e o pai estaria
em Londres. Ou seja, só teríamos o segundo semestre para tentar... E se não
viesse?
Daí, graças a um trabalho de
análise e também ao aborto, que me mostrou que nem sempre as coisas saem como
planejado, resolvi desencanar das contas. Resolvi liberar para quando viesse...
fosse quando fosse, para quando fosse. Seria ótimo de qualquer jeito.
Em abril, segundo ciclo
depois da perda do início do ano, consultei a médica por mensagem mesmo. Algo
do tipo: “Dra. Paula, tem algum risco ou as chances de perda aumentam se
engravidar próximo do aborto espontâneo ou isso não influencia? Tô querendo
arriscar!”. A resposta foi divertida e animadora... Decidi então me entregar à
sorte.
Os sintomas de que o momento
era propício vieram 10 dias depois do ciclo. Rapidíssimo. Justo naquela conta
de que antes do meio do ciclo dá menina e depois, menino. Eu fiquei pensando
que se isso se confirmasse, seria ótimo.
E assim foi... Seu pai queria
mesmo encomendar uma menina, a “Priscillinha”, segundo ele. E veio, logo, como
seu irmão.
O CORPO TRABALHA SOZINHO
Viajamos – eu e o Fefel para
BH, para curtir a Semana Santa. Não me esqueço que, no sítio, fiquei falando
com tia Gá e tia Beth dos planos para engravidar pensando o tempo todo,
sozinha: “Será que meu corpo já não está no processo?! Mas queria me poupar até
o terceiro mês e não comentei nada.
Depois, ficamos só esperando
para ver se daria certo.
Antes mesmo da data para o
atraso, ansiosos, comprei um teste de farmácia. E não é que acendeu um pouquinho?!
Bem fraquinho, mas acendeu. Logo pensei: “Vou lá no laboratório fazer logo este
teste, para matar a dúvida.”
A CONFIRMAÇÃO
Era uma segunda-feira e, na
quinta, 21 de maio, eu viajaria para a Suíça. Já tinha a recomendação de tomar
medicamento para evitar rejeição na viagem, por isso tinha o pedido da médica.
Passei o expediente inteiro
na expectativa. Entrei no site do laboratório umas três vezes até entrar o
resultado, já por volta das 18h. Quase enlouqueci.
Estava lá: 24,0. Positivo
era a partir de 5,0, se não me engano. Era pouco, afinal, me lembro que na
gestação do Rafael e na que não foi adiante, os BHCGs já estavam em 5.000...
Mas a minha alegria foi tanta que corri para o banheiro da TV para pular. Imagine
lá, sozinha, pulando de alegria de frente para o espelho. E pensando: há males
que vem para o bem?! A gravidez de janeiro não foi adiante, mas agora, sem
estar barriguda, posso realizar um sonho profissional, de trabalhar no
exterior, falando algum das quatro línguas que conheço... E, de repente, vou
grávida do mesmo jeito.
Em pouco tempo, liguei pro
seu pai. Sussurando, disse: “Marco, deu positivo!”. “Como assim?”. Ele nem
sabia que eu tinha ido ao laboratório. Falei: “Tô grávida!” Ele dizia: “Não
acredito!”, rindo emocionado.
E assim foi... estamos aqui,
já na 30a semana.
Mamãe tá meio relapsa com a
escrita, na correria da vida... mas as histórias existem...e são suas, minha
querida. Deus nos abençoe!
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