terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um (único) dentinho!



O primeiro começou a aparecer no último sábado, dia 23/11. Mamãe percebeu a gengiva rasgadinha, do lado direito da gengiva de baixo. E um afiadinho, quando passo o dedo... Mas é só um. O vizinho parece que vai levar mais um tempinho...
Eu que amava ter você banguela, estou super animada. 
Aos poucos vou percebendo que com o seu irmão também era assim. Não queria que ele crescesse, mas amava profundamente cada fase. Ou seja, é um sentimento ambíguo. A dureza de ver crescer e deixar de ser o nenenzinho que saiu da barriga e a felicidade de acompanhar as conquistas, as pequenas autonomias. 
Hoje, por exemplo, mamãe observou que você agora já pega, vira, e coloca a chupeta - que a mamãe gosta mesmo é de chamar de "Bu"-  na boca. Onde estiver, do jeito que for. Coisa mais linda! Aquelas mãozinhas compridas, como as do papai, as do Fefel e as da irmã madrinha...
(26/11/2013)

Começou a engatinhar.


Do nono mês para cá, voou! Meu Deus, você completou ontem 10 meses e meio. 
Hoje não levanto daqui até escrever vários textinhos sobre o seu desenvolvimento. Quero falar do engatinhar, dos dentinhos, que começam a aparecer, da falação, do seu jeito de mamar de noite... da sua personalidade, fofa, e determinada. Igual ao irmão! 
Bom, esse registro aqui é sobre o engatinhar. Mamãe tem memória - e deve consultar o Mundo do Fefel para ter certeza - que ele começou a engatinhar aos nove meses. Um mês depois de ganhar os primeiros dentinhos. 
Você, querida, começou exatamente no dia 02 de novembro, faltando 8 dias para completar 10 meses. Antes de ganhar qualquer dente. E foi uma delícia. A nossa banguelinha, branquinha, ativa!

MAMÃE, PAPAI E FEFEL VIRAM TUDO
Foi um privilégio você ter começado a engatinhar quando começou. Estávamos os quatro na praia, em Toque Toque, aproveitando uma semaninha de férias. Pai não quis levar babá de jeito nenhum, então, éramos só nós o tempo todo! Foi uma delícia. 
Já prevíamos que você começaria logo, logo. Uns 10 a 15 dias antes, começou a ficar de quatro, se equilibrando. Uma semana antes da viagem, já tentava se movimentar, mas não resistia e arriava. Era fofo! 
Daí, com o tempo, você foi conseguindo dar um "passinho"... e outro. Até que foi de vez, no tapetão colorido. E começou a sair da margem dele para buscar algo que te interessava no chão. Por exemplo? Um tênis ou um chinelo sujo! Que tal?
Engraçado demais isso, gente! Como pode todo neném querer sempre o que há de mais imundo no pedaço?
Vibrávamos com cada movimento. Eu e o papai estávamos babando. E o Fefel foi incrível! Ficava comemorando e gritando para chamar a nossa atenção: "Olha o que ela está fazendo!"; "Tá engatinhando!"; "Mãe, olha... ela vai cair!"... e por aí vai... Todo cuidadoso também, querendo te proteger de tudo. Ai, ai... só de lembrar, dá vontade de agarrar os dois, juntos! Aliás, todo dia tenho essa vontade. Só não fico mais tempo do que vocês resistem quietos quando estão acordados porque não quero atrapalhar o sono. Senão, pegava os dois juntos dormindo e ficava colada até cansar...rs! 

EM MENOS DE 20 DIAS, JÁ ESTAVA SUBINDO A ESCADA. 
É tudo muito rápido. Dos primeiros movimentos à autonomia total para engatinhar, é um pulo. Na semana passada, dia 19/11, você começou a querer subir a escada de casa. Já estava procurando o primeiro degrau havia algum tempo... Mas nesse dia, conseguiu acertar as perninhas e subir de verdade. 
Eu tomei cuidado de dizer para a babá e para a babá/arrumadeira que não era para deixar você fazer isso. Eu me incumbo do trabalho. Eu e o papai, né?!, que anda mais animado e confiante do que eu mesma, confesso. Ele consegue te admirar "de longe". Eu fico "colada".
No último fim de semana, você subiu tanto a escada que ficou até com as canelinhas roxas. Fiquei com o coração apertado! Me lembro do seu irmão subindo as escadas neném também, mas não lembro das pernas machucadinhas.
Mas, apesar disso, você não está nem aí. Se deixar, passa o tempo todo subindo. 
Papai costuma dizer: "Pri, olha isso!"; "Filha, você tá igual ao seu irmão!"
E não é que é verdade?! Eu também vejo muitas semelhanças nesse desenvolvimento e na esperteza. E fico me perguntando: "Gente do céu, será que todo bebê/ criança é assim?"
Como já dizia o nosso pediatra, Dr. Fran, se desenvolvimento motor nessa fase é o que garante inteligência, então você já está no caminho, filha... Porque a gente ama te ver evoluir. Cuidando do perigo, claro. Você é a nossa joia! A nossa segunda joia...
Deus te abençõe, sempre, Gabizinha.
Amém!
(26/11/2013)

Já tá batendo palminha.




Fomos no aniversário do amiguinho do Fefel, Henri, num domingo, dia 26/11. Você viu os parabéns, mas nem "tchum". No dia seguinte, cantando para você a música oficial dos aniversários, você começou a bater palminhas. A coisa mais fofa do mundo! Fica toda empolgada, vibrante. 
A gente se surpreende como os bebês aprendem as coisas tão rapidamente... 
Daqui a pouco é você que estará fazendo um ano! 
Delícia reviver essa fase de ter bebezinho em casa. Nós amamos! Se dependesse de mim, congelava um pouco o tempo, para passar mais devagar. Assim, a gente podia te aproveitar muito mais assim, pequeninha, fofinha, espertinha! A nossa bebezinha!
26/11/2013


Primeiro passeio à praia


Você tinha 9 meses e meio quando conseguimos a folga para ir para o litoral. Resolvemos ficar no estado mesmo, para facilitar a nossa vida. 
Mamãe e papai compraram um biquininho - além do maiô de tirar o fôlego que ganhou da Luna e do primão Pedro - chapeuzinho, bóias e kit de areia. Tudo acertado para gente fazer a festa durante 8 dias.
Mas o tempo fechou. Ficamos de domingo à quarta com o tempo nublado e ventando. Isso atrapalhou um pouco os nossos planos com você, porque o Fefel nadava na piscina aquecida do hotel até de noite! Peixe! 
Por isso as fotos são da gente de blusa de manga comprida na areia. E nada de você entrar no mar, de água ge-la-da! 
A partir da quinta começamos a pegar um tempo melhor. 

TOQUE TOQUE
Os primeiros dias foram em Maresias. Nos últimos quatro, ficamos na casa alugada do Zé, em Toque Toque. 
Delícia voltar para lá, afinal, foi pra lá que fomos em agosto do ano passado, quando papai voltou de Londres e mamãe já estava grávida de você. Temos fotos - como na gravidez do Fefel - de você na barriga e, depois, na areia. 

PEZINHO NA AREIA 
Não me lembro da reação do Fefel, incrível. Mas a sua foi de estranheza com a textura da areia. Ficava levantando os pezinhos o tempo todo. Não gostou nem de sentar ou pisar na canga, quanto mais de colocar as mãos na areia. Coisa de menina, mesmo! Toda delicadinha...
Mas aos poucos foi se acostumando - de tanto que eu insisti - e as fotos comprovam. Afinal, tem algumas com areia até no rostinho! 
Papai enlouqueceu! Deve ter tirado umas 200... ou mais! 
Agora o desafio é ter tempo para selecionar e revelar. 

BIQUININHO
Delícia você no maiô e no biquini azul de beijinhos roxos, com fita na cabeça. Dá vontade de comer o corpinho todo formoso. 
Deus é maravilhoso conosco, Gabi. Você é linda. A nossa linda. 
(26/11/2013)


terça-feira, 15 de outubro de 2013

9 meses, já!




Acho que nunca vou deixar de começar os seus registros dizendo que o tempo está voando e que a mamãe não tem conseguido escrever. É fato! 
Mas hoje consegui priorizar esse tempinho de fim de dia, em que tudo deu certo e seu pai está fora com um amigo. São 22h30, quase. Coloquei seu irmão na cama e depois levei você para o seu bercinho. Dormiu na minha cama, rolando de um lado para o outro, como tem feito de uns tempos para cá. É engraçado e muito diferente do que o Fefel fazia na mesma época. Não me lembro dele de um lado para o outro. Dormia colando em mim, mamando... Você, nem sempre. Acho que o tanquinho é menor e não aguenta ficar sugando e mamando. Daí, para dar um jeito no sono, fica gastando o restinho de energia que te resta. Mas com gente em casa é balada na certa. Tipo ontem... Vovô Marcos veio de novo para SP. Desta vez com a Ju. Você mamou bastante e depois desmaiou. Mas te coloquei sem arrotar no berço. Não deu 10 minutos, com o irmão gritando em casa, acordou, golfou e ficou vivinha vivinha. Só foi dormir lá pelas 11h, nos braços do vô, ao som de um sambinha, no estilo dos que o Fefel ouvia quando era neném. 

TÁ CRESCENDO 

Pois então, você está espertíssima. Hoje, dia 15/10, pela primeira vez, subiu na grade do berço e pendurou a barriguinha, como se fosse se jogar. Acho que a amanhã, sem falta, o papai vai ter de descê-la. Se vira, levanta, enrijece as perninas, pra ficar de pé, mas ainda não engatinha. Há uns dias, começou a ficar de quatro. Se arma, mas não consegue sair do lugar. Rs! O papai, quando viu, gritou: "Pri, vem ver! Vem ver o que ela está fazendo!". Bonitinho acompanhar o seu desenvolvimento, filha. Como ele diz, "a nossa nenenzinha está crescendo". 
Também é cheia de vontades. Sabe o que quer há bastante tempo e fica brava que só você quando está muita cansada ou é contrariada. 
Por tudo isso, descobri que mãe de dois é mesmo diferente. Quer um exemplo? 
Vira e mexe deixo você colocar na boca coisas que não deixaria o seu irmão. Brinquedinho sem lavar o tempo todo, meinha, potinhos de remédio vazio (maluca eu!), colherzinha e até cotonete! Vigiando, claro. Mas, mesmo assim, é uma diferença enorme da mãe de primeira viagem que já fui. Tudo para
não ter estresse, confesso!

9 MESES
Então tem sido assim. A virada dos nove meses foi linda. Fefel e eu movimentamos os parabéns, de novo. (todo mês, ele sabe que no dia seguinte ao seu, faz um mês a mais na idade dele. Nesse último, já foi capaz de dizer: "Ela tem mais meses do que eu, né, mãe?". De certa forma, sim, dentro do ano, já que você é de janeiro e ele, de fevereiro. 
Papai fez sessão de fotos e nos divertimos. Pena que não foram fotos com o mês marcado!
Bom, então agora só falta engatinhar mesmo - até os 11 meses, tudo bem, como diz o Dr. Fran. De novo, como diz o papai, "você é mais mignonzinha!".
É menorzinha, mas tá que cresce. Chegou aos 70 cm - cresceu 2 cm do sétimo para agora, um ganho menor do que até então, mas ainda acima da média - e 8.5 kg.
Ah, faltam dentinhos também. Mas sem pressa. Adoro a minha banguela! 
Você é uma delícia, Gabi. Deus te abençõe, filha!

A danada da Roséola.



Filha do céu, não fosse o nosso pediatra, teríamos tido um troço com essa tal de Roséola. Foi lá pelo sétimo mês e meio... fim de agosto, provavelmente.
De repente, começou uma febre do nada. Foi subindo, sem motivo aparente. Nada de dentinhos, nada de gripe, resfriado, diarréia... No segundo dia, depois de uma madrugada de febre alta, ligamos para o Fran. Conseguimos pegá-lo no hospital. 
Eu já tinha até mandado mensagem para a Cris, amiga de Salvador. 
Vi uns pontinhos brancos na garganta e achei que pudesse ser uma inflamação. 
Mas na descrição para o pediatra, alguma coisa o fez dizer para o seu pai que podia ser o tal do exantema súbito, conhecido como roséola. E avisou: quando passar a febre alta, daqui uns 2 dias, começam as erupções na pele. 
Não deu outra! Você ficou cheia de manchas avermelhadas, com grosseiros no corpo todo. Tadinha! Mas daí a febre já tinha cedido. 
Foram uns dois dias feinha, judiada. Até que passou, graças a Deus. 
Ou seja, o primeiro filho ainda é poupado, mas os seguintes pegam mesmo as coisas que vem da rua. 
Demos "google", claro, e descobrimos que é um vírus transmitido pela saliva. O exemplo citava brinquedos mordidos por várias crianças na escolinha. 
Como você ainda não frequenta, pode ter sido trazido pelo irmão que nunca teve...
O bom da história é que, pelo menos, agora você já está imune. Dizem que vai ficando mais forte também... 

7 meses!


Como as coisas estão indo muito bem, graças a Deus, temos ido ao pediatra com intervalos maiores. A cada 45 dias.
Do terceiro para o quinto mês, você cresceu quatro centímetros. Chegou a 64 cm. Uma graça! E continua só no peito. 
Uma meta da mamãe era conseguir amamentá-la até o sexto mês integralmente, sem complementos, nem nada. Deu certo! 
E foi um privilégio. Como neste trabalho tive 6 meses de licença, mais um de férias, tive a oportunidade de curtir esse período e me dedicar a isso... Ainda que a vida de mãe de dois seja uma loucura. 
Fefel também teve que lidar com o ciúme e aprender a aceitar que você mama no peito, como ele já fez. 
Desde o início, foi um progresso. Das perturbações, chegamos num ponto em que ele quase sempre respeita o seu espaço. Já não "invade" o seu quarto e nem perturba a mamada noturna, em que me deito com você para relaxarmos. 
Um dia, percebendo o quanto isso podia ser pesado para ele, o peguei no colo, deitei na cama e disse: "Filho, quando você era pequeninho, mamãe te dava mamá assim também... igual à Gabi." Ele ouviu e se tranquilizou, na hora. 
Ou seja, menino bacana, que entende as coisas. Mãe bacana, que esclarece e marca posições. 
Sei que pra você vai ser importante também. Tanto para a saúde quanto para você ter seu espaço garantido. 
Vocês são uma delícia! Que sorte a minha! 
Amém!
(15/10)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Tá falando!


Tudo ao mesmo tempo agora! Esses cinco meses são lindos, gente! Vou consultar os registros do Fefel, filha, para ver o que ele fazia nesta época. Você agora está falando. Conversando mesmo. Começou a balbuciar cedo, mas agora fala sem parar com várias sílabas do "bebebês".
Tenho tentado identificar para registrar e chequei à conclusão de que os mais comuns costumam ser assim:

"Dái...dái...ié!"; "Adá...adê...Adadá..."; "Idá idá idá! "; "Ái, ái...ái...";  "Éi éi éi..."; "Umm... dái."; "Aié dá!"; "Um... áié...dá!"; "Áhhhhhh éeeee... dá!"; "Ééééééé... hum nhé!"" E POR AÍ VAI... Uma lindeza que tá deixando todo mundo boquiaberto!
Quando perde alguma coisa que segura na mão grita para gente se ligar e te devolver. Se não quer, reclama: "Nene... ni!". E tem horas que fica um tempão chupando ou comendo bonecos e mordedores só conversando sozinha. Eu me divirto porque sou faladeira também. Não me esqueço da sua vó Nair falando na época do seu irmão que ele falaria cedo porque eu conversava demais com ele. Por falar nisso, Fefel fica rindo de você. Neste fim de semana do dia 30/06, ficava gritando: "Mãe, ela tá falando!", impressionado com a sua desenvoltura. (Tô aqui escrevendo e sorrindo de alegria ao me lembrar do tanto que ele tem prazer em observar o seu desenvolvimento!) 
Papai ficava dizendo que você falou "papai". E o irmãozão, sem entender a brincadeira, dizendo que não. Depois se ligou quando eu disse que você tinha dito Fefel também... Delícia curtir a família. Quando estamos todos juntos fico pensando no tanto que pensei num momento assim, com você entre nós e a família completa! Deus nos abençõe, sempre.
(01/07/2013)

Descobriu os pezinhos!


Começou a pegar os pezinhos! Uns 10 dias, mais ou menos, depois de fazer cinco meses. A coisa mais fofa! Incrível como a gente se esquece de como era essa fase deliciosa!
Adora agarrá-los na hora da troca de fralda ou em cima da banheira, na preparação ou fim do banho. Eu fico curtindo... Como é maravilhoso poder viver isso mais uma vez e agora com você, uma menininha. Deus é pai! 
Parece muito o irmão, mas o pezinho é totalmente diferente! O seu, uma bisnaguinha, com o peito gordinho. Unhas alongadas feito as do papai e dedos longos... só seus! Fefel já tem o pezinho parecido com um da mamãe (rs!) e com o do vô Marcos. E as unhas tem formato totalmente diferente, mais largas.
Não fosse o frio, ia te deixar ficar só de pé de fora se esbaldando. Mas a gente vai conseguir aproveitar o tempo melhor de BH pra isso também. Fefel nessa época da vida estava na Costa do Sauípe. Mas como o papai não terá férias, vamos aproveitar a família.

Cinco meses, já! 7,2 kg



Ô correria difícil... tô aqui sem saber por onde começar de tanta história que estou deixando de registrar: Fefel lendo, você falando... Mas o pequeno registro dos seus 5 meses ganharam no meu "uni duni tê" sugestionado! rs. 
Chegou aos 5 com 7.200 kg e 64 centímetros. Uma graça. Gordinha, fofa e esperta! Ô menina! Curiosa que só você... às vezes nem me lembro do seu irmão nesta fase. Mas seu pai falou uma coisa outro dia que parece até ter tirado dos meus pensamentos: "Filha... igualzinho o irmão! A gente sabe onde isso vai dar!". No kidding! Tô até achando que esperteza aqui também é genético... Sério mesmo! Item de fábrica. E aí, com os estímulos o negócio "bomba". 
Pois então, pela primeira vez, reclamou de ficar sem roupa para medição e pesagem. Tudo bem, filha! Fefel foi conosco na consulta no dia exato dos seus 5 meses. Amanheceu passando mal, vomitando e não mandei pra escola. Até por isso, a sua consulta ficou meio tumultuada. Eu confesso que não consegui abstrair falação e choro para me concentrar numa coisa só. No caso, em você. Ou seja, ficamos sem a curva de crescimento para ver o seu desenvolvimento físico. Mas cresceu e engordou, então, tudo ótimo. 
Como as coisas estão indo super bem, traçamos o plano para o início da sua alimentação fora do peito. Mas o Dr. Fran disse que o ideal é amamentar até o sexto. Como tenho leite suficiente, amo te dar mamá e você também ama, ficamos assim até o próximo dia 10, lá em BH. Teremos 21 dias para te introduzir frutinhas e papinhas antes da mamãe voltar ao trabalho. Tenho certeza que você vai estar super preparada para isso. E eu, orgulhosa de ter chegado lá com você, nossa querida linda. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

As primeiras gargalhadas



De risonha, passou a dar algumas gargalhadas, com três meses. É a coisa mais gostosa do mundo!
Normalmente elas vem quando estamos no seu quarto e a mamãe te segura suspensa, cara a cara comigo. As primeiras vieram depois de uma série de beijos. Fico beijando seus dois bracinhos, desde as mãozinhas até perto do pescoço, fazendo barulho estalado. Você ama e ri! Delícia da minha vida!
De vez em quando as gargalhadas vem de outro jeito... Por exemplo, quando eu tô falando "psiu, psiu, psiu!", repetidas vezes para chamar a sua atenção. Outros barulhos também já provocaram risadas gostosas. Eu amo e me divirto! 
Quando seu pai está em casa, fico tentando chamá-lo sem gritar pra ele vir ver... mas até hoje não deu certo! E, quando penso em gravar, perco. Você começa a prestar atenção do iphone e o negócio desanda. Ou seja, por enquanto, só eu estou tendo o prazer de te ver gargalhar!

A vacina do 3o mês


Na vida corrida de cuidar de vocês dois, da casa, das compras, de mim e também do seu pai um pouco, sua vacina do 3o mês ficou pra trás. Bem, a sua gripe me fez adiar um pouco. Daí, na véspera de fazer quatro meses, saí correndo pro posto, me sentindo culpada pelo atraso. E com aquele sentimento de dor no peito só de pensar que iam te furar! Vacina sempre provoca isso nos pais, né?! 
Na hora H, abri seu macacãozinho e te segurei firme no colo. Mas fiquei com receio de passar pra você, filha, a tensão que eu estava sentindo e o meu medo da dor que você pudesse sentir. Fiquei tentando trabalhar isso na minha cabeça e logo veio a vacina. Ainda bem que a sua coxinha é grande, porque você chorou, mas nem foi muito. Tadinha! 
Dos sintomas possíveis - dor local, ficar chatinha e/ou dorminhoca - você teve o último. Ficou mais sonolenta mesmo...
Eu só vi a marca da vacina dois dias depois. E vou te contar, deve ter doído, porque já tem duas semanas e o lugar continua escuro, com resto do roxinho que deu. Nem sarou totalmente e já tenho que te levar para do 4o mês... Ah, nem! Até um ano, a vida é essa. De mês em mês, estaremos vacinando. A vantagem é pensar que todos nós passamos por isso, para o bem. Vamos pensar na saúde filha e "bora" pra frente...
Deus te abençõe!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

6.350 kg, 62 cm... tá que cresce a nossa fofa!




Fomos ao pediatra esta semana (24/04) depois de 40 e poucos dias e já quase curada da gripe que te pegou!
Escutar o Fran falar sobre o seu desenvolvimento é relembrar os tempos do Fefel pequenininho. Dá saudade...
Quando ele falou que 3o mês é de desenvolvimento da parte da cabeça - o neném já acompanha as coisas - e que agora começa a mexer mais com as mãozinhas, cruzando-as na altura do peito, me lembrei do pediatra fazendo os mesmos movimentos lá em 2009. Como o tempo passa! Meu Deus, já tive saudade de você pequenininha!
Depois do papo, ele foi te examinar. Quando viu suas pernocas, exclamou rindo: "Olha só as coxas dela!". Grossas, filha... uma beleza. Costumo dizer que vão ficar como as da vó Paula. 
Nada no ouvido e um barulhinho no peito... Tem ainda uma tosse, mas nada de secreção no nariz e, muito menos, de mal estar. Para te proteger mais ainda dos resfriados durante o inverno, vamos manter a vitamina C e a bolinha de infludorum da Weleda. Mas a proteção maior mesmo virá no leite materno, segundo o pediatra. 
Você, pra variar, ficou quietinha, sem chorar. Não reclamou nem depois de ficar sem a roupinha. 
Medida: 62 cm. Cresceu mais quatro cm desde a consulta em 13/03. Que delícia!
Dali, direto para balança e eu corri para fotografar. Como diz seu pai, a mesma foto que temos do seu irmão. O peso: 6.350 km. Com você já são duas.
Conclusão: ganhamos um "muito bem", de novo. Você está 2 cm e 350 gramas acima da média. Ou seja, continua mais pesadinha que a maioria, mas já com menor diferença. Segundo o Fran, "temos uma menina grande!".
Mamãe ficou toda orgulhosa. Tem horas que eu nem acredito que você existe! 
Fefel e Gabi... é bom demais! Deus te abençõe, filha!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Gabizinha gripadinha.



Já era de se esperar que você fosse pegar a gripe que está rolando aqui em casa desde o dia do meu aniversário. Fefel tomou chuva no domingo, dia 07, e já na segunda acordou péssimo. Tossindo, com febre e até vomitou. Mamãe teve faringite, rinite e inflamação no ouvido que peguei sei lá como. Coisa de alérgica. 
Bem, daí eu até estava preparada para usar máscara, como fiz com o Fefel, quando ele era bebezinho também. Mas, de fato, mãe de segunda viagem é diferente. Quando a médica disse que era bom, mas que se evitasse ficar te beijando porque com a amamentação você estaria protegida da minha gripe, relaxei. Confesso que a gripe do seu irmão me preocupava, mas como colocar máscara no menino? Im-pos-sí-vel! 
Pior, ele estava fazendo de tudo para você pegar a gripe nos primeiros dias, só porque eu avisei que não podia beijar, passar a mão no rostinho e ficar respirando perto. Para conseguir controlar a má intenção, cheguei ao ponto de dizer que, se você pegasse a gripe dele, eu ia doar a fantasia nova do Batman (comprada pela internet e trazida pela tia Cris dos EUA) para uma criança num abrigo! Só assim ele tomou tento! Mas, apesar dos "ataques" virais terem diminuído, não teve jeito. No sábado, dia 13, você já estava espirrando mais e, de vez em quando, saia uma secreção do nariz. No domingo, ficou mais frequente, com uma tossinha. 
Achei que não fosse dormir na noite passada, mas você é tão, tão boazinha, e fofa, que dormiu a noite toda. Só tive a sensação de que estava mamando menos porque o peito continuou cheio o dia todo. Tive até de tirar com a bombinha, também da época do Fefel. Aí hoje, segunda-feira, acordou gripada! Tossindo, espirrando muito e já com uma secreção de cor, além da carinha de baqueada. Tadinha! 

REMEDINHOS 
Ia te levar ao pediatra mas o horário seria um problema com a saída do irmão da escola. Conclusão: sem febre, ele te medicou por telefone. E eu fiquei tranquila. 
Fui comprar as bolinhas, a vitamina C em gotas e logo você já estava tomando tudo. O sugador de secreção que compramos no enxoval do Fefel, e até ontem estava na caixa, agora é seu. Tá funcionando super bem!
Isso tudo serve para eu refletir sobre os efeitos de uma mãe mais tranquila num filho. Hoje consigo ver que o meu cuidado excessivo com o Fefel, por amor, claro, já não existe com você. Te amo do mesmo jeito, mas acredito até que isso vai te ajudar a se virar melhor em muitas coisas, porque com você é tudo mais prático. Você recebe tudo numa boa, sem dramas também. 
Que Deus te abençõe minha filha linda, querida, amada. E que a sua noite, que começou agora há pouco, às 22h, siga em paz. 

OBS.: resolvi colocar uma toquinha na sua cabecinha, porque você já está perdendo cabelo. Quando o Fefel viu, quis a dele também. Veio buscar e voltou com uma de natação de lycra, rs! Quando olhei da cozinha estavam os dois filhotes na frente da TV, você no colo da babá, de touca! Uma azul e a outra rosa! Coisa mais linda! Delícia ter vocês!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dois meses: 5,5 kg, 57 centímetros!




Tá que cresce! Mama bem, dorme bem... é uma coisa de outro mundo. Fomos ao Dr. Fran no último dia 13, depois de quase 40 dias para ver o seu desenvolvimento. É, porque o único probleminha é o olhinho lacrimejante que a mamãe ainda não conseguiu curar por completo. Culpa da regra que me impediu de comprar o colírio antibiótico porque a receita tinha mais de 10 dias. Mas agora já está ficando bem melhor. E com a compreensão da tal massagem no canal lacrimal, agora vai.
De resto, é só alegria. O pediatra fez perguntas para saber se eu estava bem, se as coisas ainda estavam difíceis... Difíceis? Tudo uma maravilha, graças a Deus! 
Menina boa! 
Ele te examinou, mediu as perninhas, ouviu o peito, checou ouvidos, arreganhou o lábio para ver a gengivinha - muito engraçado! -, te virou do avesso. rs! 
E chegou a hora que eu sempre esperava também nas consultas do Fefel:  tamanho e peso. Cresceu 8 centímetros desde que nasceu (como é rápido!) e está dentro da média. E está 500 gramas acima da média, com 5 kg e meio. "Tem bastante leite aí, né, Priscilla?!", disse o pediatra. Ô orgulho! Se Deus quiser a mamãe vai conseguir te amamentar bastante, como fez com o seu irmãozão. 

Miss Simpatia


Começou a sorrir de verdade e com frequencia nesta semana, em que completou dois meses. É a coisa mais linda do mundo! Antes já dava umas risadinhas. Tia Beth até comemorava que você ria pra ela quando ela falava com você. Mas agora ficou risonha.
Mamãe tem uma vaga memória de que o Fefel deu as primeiras risadas sob estímulo aos três meses... (tenho que consultar os registros dele). Temos fotos dele no balancinho rindo gostoso. Parece com você!
Pra arrancar uma risada é só bater um papo frente a frente... Eu, por exemplo, depois que você mama, adoro conversar como se tivesse te contando uma histórinha: "Sabia que você é a coisa mais linda do mundo?! Sua branquinha, mamona! Coisa linda da mamãe! Você não imagina o quanto a gente te ama, Gabi! Delícia, gordinha! Papai do céu abençoou demais, gente! Que coisa fofa...", entre outras coisas. Tem também um: "É a cara do papai!", no meio da conversa delícia. E você se abre em risadas. Como se estivesse mesmo entendendo tudo. As palavras ainda não fazem sentido, mas a mamãe não tem dúvidas nenhuma de que você sente tudo de bom que a gente sente por você. Você é uma Miss Simpatia, que agora também não paro de repetir. Com gosto, porque esse adjetivo é bom, né?!
Hoje fui falar isso com o Fefel, que vive querendo te pegar no colo e nos últimos dias participou de to-dos os seus banhos, esfregando parte do corpinho e jogando água. Ele fica de olho nas suas risadas e comemora também quando vê. 
Pois então, te coloquei na almofada de amamentação, nos braços dele, e disse para ele conversar com você porque você ia sorrir, porque era a tal miss. Ele repetiu, achando engraçado: "Miss Simpatia?! Hãhã!"
Você é mesmo uma benção! Tudo o que a gente poderia querer! Deus te guarde, minha filha querida! 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Gabi goleira?


"Mãe, olha como ela agarra a minha mão!", exclamou Rafael impressionado com a força da pequena Gabi, que estava em cima da banheira depois de um banhozinho. E completou: "Ela é forte! Vai ter que jogar futebol!". 
Eu logo emendei: "Futebol, filho?! Não sei se ela vai querer...". 
Daí, a sentença: "Ela vai ter que jogar no gol, porque é boa em agarrar!". 
Maravilhoso!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fefel, o irmão apaixonado


Foi uma boa surpresa a reação do irmãozão com a chegada da pequena Gabi. Ele se apaixonou logo de cara!
Fico pensando e acho que pra ele também deve ter sido importante vê-la nascer. Afinal, ele estava lá o tempo todo, junto com os avós, espiando o parto da janela. As fotos não me deixam mentir e uma delas revela ainda a sensibilidade da enfermeira que levou a irmãzinha enroladinha bem perto dele, para apresentá-la a quem de mais importante ela terá na vida a não ser os pais, o irmão.

NA MATERNIDADE
Foi um misto de carinho e agitação. Como tem sido desde o início, aliás. Assim que ela chegou no quarto, ele estava lá. Subiu logo no sofá para ficar na altura do bercinho e fazer carinho na cabecinha. A coisa mais fofa! Mas o amor não contém a energia, claro. No hospital mesmo, as visitas dele tinham de ser muito breves. No segundo dia, ai jisuis, Rafael "incendiou" o quarto. Era chegar, tirar o sapato e começar a abrir a geladeira e querer pegar todos os suquinhos de caixinha que estavam dentro. Depois, se escondia no armário, subia na pia do banheiro para lavar mãos e até os pés, levava o banquinho do banheiro para perto do álcool em gel, que passava o tempo todo na mão para tocar na irmãzinha, apertava os botões da maca, fazendo descer e subir o tempo todo, fuçava nos botões na parede da cabeceira e, não bastasse tudo isso para deixar a gente de cabelo em pé, ainda encontrou no apoio de ferro do soro uma espécie de skate! Inacreditável! Subia na base descalço e, segurando no suporte,  lá ia ele de um lado para o outro se deslizando nas rodas... Confesso que quase morri de cansaço! Só de pensar no sufoco já fico podre de novo! A vó Paula era a que mais tentava por ordem na coisa também, coitada. Era o tempo todo falando: "Rafael, meu filho, não faça isso!". Ou dando corda para brincadeira no armário, a mais tranquila. Era ele falando: "Vovó... vem me procuraaaar!" E ela: "Cadê você?! Será que saiu?!", para mantê-lo mais quieto! Depois desse dia super agitado, os seguintes foram de visitinhas mais curtas. Chegava, sentava na cama, me dava beijos e logo queria pegar a irmã no colo. Eu, orgulhosa, fazia questão de deixar.


ORGULHO
Não tem nada que me faça mais feliz do que vê-lo carinhoso com a irmã. Adoro quando ele quer se acomodar perto da gente, quando ela está mamando. Só temos que dosar a forma, porque senão ele se empuleira junto da almofada de amamentação e até atrapalha.
Diante de tanto amor, as frases de admiração e paixão não cessam mais. São tão preciosas que tenho anotado algumas desde o início, para não correr o risco de esquecer. A mais marcante e constante é: "Você é linda. Eu te amo!". Ou, falando dela pra mim: "Ela é linda!", com jeito de profunda admiração.
Ele fala espontaneamente, quase todas as vezes que se aproxima do rostinho para dar os beijinhos, que eu fico vigiando para não ficar muito perto da boquinha e nem sufocar.


Nas primeiras semanas, Rafael soltou várias frases de efeito, que anotei pra nunca mais esquecer:

-"Essa menina é uma benção, vovó!" Não precisa de mais nada, né?!

Falando pro pai, olhando a irmã no bercinho: "Eu queria tanto ter uma irmã assim... Ela é tão linda. E agora eu tenho!"

-"Ela é tão linda!", admirado.

Quando ouve um resmunguinho: "Mãe, ela quer mamar! Ou: "Ela quer peito!"

Outro dia, ouviu o choro lá de baixo. E falou pra babá: "Deixa que eu resolvo!". Saiu correndo feito um louco e quase ganhou dela na corrida. Sorte que ela conseguiu alcancá-lo porque a gente não sabe se ele ia ou não querer pegá-la do berço! rs.

-"Como é que eu posso ajudar?"- falava o tempo todo no começo. Mas só queria o filé mignon. Quando pedíamos para jogar fralda no lixo ou para parar de fazer barulho, nada feito. Um dia ouviu da avó que a gente ajuda do jeito que precisa e não do jeito que quer. Pouco depois, repeti isso. E perguntei: "Quer limpar o cocô?", só para tirar um sarro. Não é que ele quase topou?! Respondeu com um: "Tá bom!", quase que dizendo: já que não tem outro jeito, né?!  

-"Eu quero pegar ela no colo!" Sempre que dá, ponho. Acho fofo ele sentado na cadeira de amamentação com a almofada e ela no colo.

Fazendo muito barulho na sala, ouve: "Filho, não faz barulho, sua irmã está dormindo!" Ele: "Eu não queria ter essa irmã, ela só dorme!". Até entender que demora mesmo para interagir, vai tempo... hahaha!

No ouvido da irmã, que mama: "Te amo e você é linda!" Quem aguenta um apaixonado desses? Ela vai ou não ser fã do menino?

- "Que linda!", ao ver a irmã chegar na porta do quintal toda enfeitada de lacinho branco, enquanto ele pegava acerola com o pai no pé. Conquistador natural!

- "Nem acredito que eu tenho uma irmã com esse quarto lindo! Que legal... Uhhh!" Essa é maravilhosa! E se eu não tivesse registrado, já teria me esquecido.


O CIÚMES
Apareceu, claro.  Com a vovó em casa e o papai de férias, ele sempre tinha alguém à disposição. Mas de vez em quando ficava choroso pelos cantos. Um dia, a empregada pegou ele na cozinha
passando requeijão no biscoito. Ela perguntou o que ele fazia e ele respondeu: "Tô aqui me virando sozinho..."( com jeito de lástima). Fala sério! Como se ele tivesse ouvido alguma orientação do tipo ou como se alguém tivesse se recusado a ajudá-lo.
Descontou um tanto na babá que deixou de cuidar só dele e fez loucuras agressiva nas duas primeiras semanas de fevereiro. Estava se achando o próprio Avatar (viu o filme entre dezembro e janeiro umas 25 vezes!).  Mas não se deu conta que não estávamos em guerra. E o Carnaval logo no início do mês veio pra prejudicar ainda mais a situação. Achei que ia pirar! Mas, graças a Deus, e à nossa atuação imediata, conseguimos contornar as ocorrências em duas semanas. Agora as coisas estão bem melhor, ufa! Daria pra dizer que nos B.Os atuais só tem travessura.

A gente sabe que pra ele tem sido duro, afinal, era único, podia muita coisa, tinha muito poder... Como diz a vovó, a chegada da irmã transformou tudo.  Eu e o pai sentimos e fazemos de tudo para dar o carinho que ele precisa, sem fraquejar na imposição de limites. As coisas estão caminhando e temos orgulho da família que estamos construindo a base de muita disposição, coragem e trabalho.

MAKING OFF
Ainda no hospital, tivemos a oportunidade de nos divertir com ele no penúltimo dia, durante uma caminhada pelo corredor. Ele sabia que em todas as portas havia plaquinhas com os nomes. Daí, pediu: Vovó, lê pra mim?! E lá foi ela... De repente, a placa: Joaquim Manoel. Quando ela leu, ele disparou: "Joaquim Manoel?! Que nome esquisito!" Quase morri porque não conseguia conter as risadas, andando cheia de pontos! Uns três caras que estava no corredor também se divertiram com ele. Ai, ai... que menino! Que Deus abençõe, proteja e guarde o caminho dessas duas joias raras, Fefel e Gabi! Amém.





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A despedida



Vovó Paula está indo embora agora, depois de um mês. Catorze dias depois do seu nascimento, exatamente como foi quando veio para ajudar com o seu irmão Rafael. Não posso negar que meu coração está partido! 
A distância é mesmo um desafio, afinal, temos que superá-la todas as vezes. A dificuldade é sempre maior numa hora dessas, em que a ajuda da vó foi tão essencial. 
Fico pensando na falta que vou sentir das companhias da madrugada, da prontidão do colo dela para te ninar no mal estar, pra te fazer arrotar depois de cada mamada, pra fazer as massagens a cada troca de fraldas... No banho desde o primeiro dia em casa, ainda cuidando do seu cordão umbilical... Ai, meu Deus! Que triste é a despedida. 
Fefel acabou de dizer na sala, depois das fotos, que está triste que a vovó vai embora. E eu então?! Mas, ao mesmo tempo, feliz de ter tido a ajuda dela por esse período. Pena as férias dela estarem pra acabar. 
Falei da ajuda com você, mas teve também a participação importante na vida do Fefel. Na preparação para sua chegada, no cuidado com ele depois que você nasceu. Na atenção, na contação de histórias antes de dormir, na companhia para os vídeos, na companhia de quarto, no xixi noturno, nos ensinamentos. Ele aprendeu a pular corda esses dias, com ela. E ainda foi treinado a fazer "malabarismo" com a bola de espuma. Ela podia estar morta de sono, mas não desistia. Foi quase um plantão 24 horas, 7 dias por semana.
São quase 14h30... vovó se foi e o Fefel subiu. Acabou o tempo para escrever. Pelo menos, também termina - por agora - a hora do baixo astral. Você, Gabriela, dorme. E eu vou ali, ficar com seu irmão.
Vamos seguindo, até o nosso próximo encontro. Que seja em breve. E que os dias até lá sejam tranquilos, como os que tivemos com a vovó aqui. Deus nos abençõe!
24/01/2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Primeiro dia de cólica... 10 minutos de duração.



Hoje é seu quarto dia vida, filha. Na madrugada, quando eu e vovó te acordamos para mamar, você teve um desconfortozinho... Eram cinco e meia da manhã e eu tinha liberado a vovó para dormir porque quis ficar com você no último arrotinho. Mas, de repente, fiquei sem saber o que fazer. Comecei a ficar angustiada com o seu mal estar e chorinho. 
Fui logo chamar a vovó pra ela ajudar e, no fim, foi ela quem me dispensou.  Você estava inquieta, mas quase nem reclamava. Ela acabou te acalmando sozinha. 
Ao todo, passamos umas duas horinhas no seu quarto. Das 4h às 6h30. 
Seu choro no entanto, ninguém ouviu de tão baixinho e calminho.



A PRIMEIRA CÓLICA EFETIVA, AO QUE PARECE. 

Nove da noite, mais ou menos do mesmo dia 14. Te demos o primeiro banhinho em casa por volta das 20h30, quando seu pai chegou com a banheira. Descobri no meio de tarde que ela sumiu de casa, mas não conseguimos sair pra comprar. 
Todo o resto do kit banho, inclusive o suporte e o adaptador para recém-nascidos estavam aqui. 
Bom, fiz uma sauninha no banheiro e a vovó entrou em ação. Você não reclamou quase nada. Limpinha e cheirosa, trocada, voltou para o quarto para a mamada. 
Mamou, parou... Mais um pouquinho e uma nova pausa para arrotar. Na terceira vez, começou o mal estar. 
Caretinhas, chiadinhos e de repente, um cochilo. 
Vovó de deitou quase de cócoras no colo dela. Disse que descobriu recentemente que é a melhor maneira para aliviar o desconforto do bebê. 
Ficamos lembrando de como segurávamos de barriga para baixo antes. Me lembrei da peregrinação pela casa com seu irmão Rafael, que durava até duas horas. Vó Nair sofreu naquela época. E a vó Paula, que o recebeu da maternidade, também nos primeiros dias. Foi naquela ocasião que ela cravou um traço da personalidade dele: o de ser voluntarioso. 
Mas falando de você, durante o mal estar de hoje, vovó voltou a repetir que é uma menina calma, tranquila, da paz. "O mundo precisa de gente assim, filha! Do bem", disse mais cedo. 
Em menos de dez minutos você já estava dormindo no colo dela. De repente, fez cocô. Foram dois punzinhos e nenhum - NEM UM ÚNICO - chiado e pronto. Estava curada do que parece ter sido a primeira cólica da sua vidinha. 
Ô meu Deus! Tem horas que eu nem acredito que você é como é... e é minha! Deus nos abençõe sempre, filha. Você é uma benção mesmo e não há nada mais perfeito para descrever o que significa a sua presença na nossa vida! 
EU TE A-MO! 

A abençoada



Mamãe até se emociona só de pensar em tudo o que você já representa: paz, tranquilidade, alegria. Aprendizado, bem estar, reflexão... Ponderação! Sossego, sabedoria. Como pode um serzinho tão pequeno carregar em si tantas boas lições em tão poucos dias?! Eu tenho a sensação de que você já está me transformando numa pessoa melhor. Com você, Gabi, estou praticando a calma. Estou falando mais baixo e tentando correr menos. Você me permite ter tempo para o seu irmão e para todo o resto.
Não paro de repetir que você é abençoada! Mas não tinha me dado conta disso até que vovó Paula contou mais uma do Fefel, um verdadeiro apaixonado por você. Ontem, na sua primeira noite em casa, ele pegou meu celular para tirar fotos de você no berço - vira e mexe ele quer ir lá para te beijar, te abraçar. Daí, chegou no quarto, fez as fotos e falou para vovó: "Ela é abençoada!". Coisa que eu sempre disse pra ele também. Mas repetir assim, por conta própria, foi demais! Nada mais verdadeiro! 
Vovó vem dizendo que já tinha ouvido falar, mas nunca tinha conhecido um bebê assim... Desses que a casa nem se lembra que existe em casa, de tão tranquilo e bonzinho que é. Eu até agora não acredito! Passo o dia todo refletindo sobre como você veio na hora certa. A segunda, a calminha, a que vai nos equilibrar, sem ter isso como missão. Vai ser natural, por causa do seu jeito. 
Deus te fez melhor do que a encomenda, minha filha querida! Você já é tudo de bom. Obrigada por ser como é! A gente pre-ci-sa-va da sua paz. 

Gabriela chegou!





Fiquei lúcida durante todo o parto. O horário ajudou bastante e não senti uma dorzinha sequer. Só uma sensação como se estivessem puxando com força a barriga para você sair. Mas deve ter sido outra coisa, porque perguntei se não estava saindo e ouvi a Dra. Paula dizer: "Não está?! Já saiu! Olha, que cabeluda!" E pouco depois te ouvi chorar! 

É uma sensação que enche o peito! In-des-cri-tí-vel! Só quem já viveu sabe como é. Nada é mais rico e poderoso! 



O PARTO 

Eu estava me sentindo plena antes mesmo de te ouvir e te conhecer, principalmente ao ver seu irmãozinho na janela para assistir o parto. Fiquei preocupada com ele, querendo mostrar o quanto o amo e o quanto ter você com ele ali era uma coisa ímpar na minha vida. (Escrevo e choro... de emoção! Que benção poder viver isso! ) 
Vó Paula, vô Marcos e tio Pedro também estavam lá. Com a Elisa, a babá de quem a gente tanto gosta. Chegaram a tempo, graças a Deus. 
Não tirei os olhos do Fefel, que observava atentamente tudo. E sussurava para ele: "Eu te a-mo!". 
Vó Paula chorou de emoção... seu pai também. Vi os olhos dele cheios, como os meus e disse que o amava também. 
Ver mais uma cria nossa, que depende de nós e que chegou linda para nós, é grandioso.

O CHORO 

De repente, o seu chorinho! Na hora, até me esqueci que nenem tem mesmo de chorar quando nasce. Devo ter perguntado, meio grogue e demonstrando preocupação, sobre o seu choro. E ouvi da pediatra: "Tem de chorar mesmo, é importante! É bom sinal!". Pra expandir os pulmões, claro. Me lembrei das leituras e me tranquilizei. 

3.100 KG 

"Nasceu! Meio dia e vinte e nove!", exclamou o anestesista. Um fofo também. Ô equipe boa, gente. Dra. Paula, uma querida, me tranquilizando desde sempre. O auxiliar, Ronnie, falando da filha bebê pra me fazer pensar em coisas boas, já que eu confessei o meu medo, ou pavor, de cesárea ao chegar ao centro cirúrgico. Os dois também fizeram juntos o parto do Fefel. E o anestesista eu reconheci pelo nome, Serafi. 
Falei da enxaqueca no pós-parto do irmão e disse que sentia muito frio depois da anestesia. Queria que fosse diferente. Ele falou: "Vamos fazer uma medicação e você não vai sentir frio nenhum. Fica tranquila!", fazendo carinho nos meus ombros, enquanto começava o procedimento para você nascer. 

APGAR 9,1

Antes de você aparecer para mim, enquanto todos te viam e as enfermeiras e pediatra te limpavam, te pesaram e testaram. De repente, ouvi a nota do teste feito ao nascer. Maravilhosa! Tudo perfeitinho.



A EMOÇÃO DE TE VER 

Quando você apareceu... ai, meu Deus, que emoção! Filha, você é linda desde o primeiro minuto! Chegou pra mim rosa, linda... perfeita. PER-FEI-TA! Me apaixonei! 
Consegui mexer os braços e pegar em você embrulhadinha, coisa que não consegui fazer com o Fefel. 
E me lembro de exclamar sobre o quanto você era linda! E de agradecer a Deus pela perfeição. Afinal, enquanto estava na barriga, mamãe fez tudo para sua saúde, mas te ver e ter a certeza de que deu tudo certo não tem igual. Minha nova pele de pêssego! Meu novo grande amor! 

O dia do parto




Decidimos marcar para o dia 10/01, uma quinta-feira. Mamãe confessa que sempre achou estranho marcar cirurgia, mas não aguentava mais de ansiedade... O peso da barriga de 38 semanas, que endurecia todas as noites, a superação do medo de você nascer prematura, além da vontade de te conhecer. Tudo isso pesaram na decisão. E mais: vô Marcos tinha passagem para voltar para BH no dia 10 e a vó Paula fica aqui em casa um mês, até 24/01. Queria muito aproveitar a ajuda dela, que é preciosa, pelo maior tempo possível, sem comprometer a sua chegada. 

A ESCOLHA DA DATA 

Na consulta do dia 08/01, Dra. Paula disse que não precisávamos esperar mais. Foi bom ouvir isso, confesso. E sugeriu que fizéssemos no dia seguinte. Ai, meu Deus! Tive até dor de barriga na hora, de medo. 
Ela tentou marcar, mas a maternidade não tinha a sala com o visor disponível e eu sonhava em ter os avós vendo o parto. O jeito foi esperar até o dia 10. Na verdade, um dia antes da data que tínhamos marcado na semana anterior. 
Eu tinha preferido o dia 11 para você ter o mesmo número do irmão, já que seria o prazo máximo sugerido pela médica. Mas resolvi antecipar um dia, acreditando que tudo seria melhor. 

A VÉSPERA 

Foi uma correria insana. Fui ao salão, arrumei a sua malinha - tantas opções de roupinha que passei horas em dúvida... A minha só ficou pronta lá pra meia noite e meia. Fiz coisas em casa, resolvi os últimos detalhes e ainda deixei\ o quarto pronto, porque seu pai quis tudo, tudo, montado antes da gente ir pra maternidade. Fiquei podre. 

A HORA H 

Fomos - eu e o papai - para maternidade por volta das 10h da manhã. O parto foi marcado para às 12h. A ansiedade maior era saber mesmo se estava tudo bem com você. Ah, sem contar a vontade de superar a cesárea para ter certeza de que tudo tinha dado certo. 
Fefel ficou em casa para ir mais tarde com os avós. 
Por volta de 12h, me chamaram... Coloquei a roupa e segui para o bloco cirúrgico, morrendo de medo dos avós não chegarem a tempo.



Vi a Dra. Paula logo que entrei e falei do medo, claro. Ela dizia, o tempo todo: "Tranquila! Vai dar tudo certo... e vai ser rapidinho!". Não deu outra, graças a Deus!O 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Papai e mamãe artesãos


Filha, 
papai e mamãe passaram o fim de tarde todo trabalhando para deixar pronto o seu porta-treco. Ô coisinha que deu trabalho! 
A ideia era repaginar o do seu irmão, que era azulzinho xadrez e bege de poá branco. Uma coisa fofa. Pensei em fazer a mesma coisa para você, só que no rosa. Mas confesso que não tive coragem de pagar o que uma artesã pediu. Estava ressabiada, afinal, paguei pelos enfeites de futebol na cortina da cama do Fefel e não gostei. O bordado do seu porta-maternidade maravilhoso também não saiu como eu gostaria. Resolvi então tentar fazer em casa.

HOMEMADE 

Primeiro comprei as tintas para pintar as caixinhas. Comecei sozinha, na semana do Natal, pintando de branco, enquanto seu irmão pintava os quadrinhos que deu de presente. Cada um precisava de uma função, senão eu não conseguiria nada.
O negócio ficou uns 5 dias secando, até eu ter tempo para mexer de novo. Vó Paula e Elisa, a babá que se vai, ajudaram. 
Foi uma doideira, porque colamos fita dupla face em todas as caixinhas para tentar acertar o xadrez. Deu tudo errado e a gente só teve certeza disso uns dias depois. O papai ficou passando a fatura: "Eu avisei que não ia dar certo!"

A SOLUÇÃO 

A ideia de usar o papel de parede que sobrou do seu quarto foi do papai mesmo. Quando a gente ainda estava começando a pintar as peças. Mas eu quis tentar a tinta, afinal, já estava comprada. 
Como não deu certo, seu pai teve de lixar todas as caixinhas para tirar a camada grossa. Resolvemos pegar no batente no dia 02 mesmo. O primeiro de férias dele depois de todas as festas. Foi um dia também de pregar os quadrinhos no seu quarto e no do Fefel.

AS CAIXINHAS
Papai passava a cola e acertava tudo... mamãe cortava os papéis. Até compramos estilete e régua própria pra isso. Coisa que eu nem conhecia, filha. No fim, ficamos até onze da noite cortando e colando para deixar quase tudo pronto. Vovó participou da finalização.
O mais bacana é você saber que fomos nós que cuidamos de tudo! Mais: enquanto trabalhávamos, o papai dizia: "Pri, a gente pode fazer muita coisa junto! "  A gente sente mesmo falta de trabalhar juntos. Quem sabe nesse ano não dá certo, né?!