segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Gabriela chegou!





Fiquei lúcida durante todo o parto. O horário ajudou bastante e não senti uma dorzinha sequer. Só uma sensação como se estivessem puxando com força a barriga para você sair. Mas deve ter sido outra coisa, porque perguntei se não estava saindo e ouvi a Dra. Paula dizer: "Não está?! Já saiu! Olha, que cabeluda!" E pouco depois te ouvi chorar! 

É uma sensação que enche o peito! In-des-cri-tí-vel! Só quem já viveu sabe como é. Nada é mais rico e poderoso! 



O PARTO 

Eu estava me sentindo plena antes mesmo de te ouvir e te conhecer, principalmente ao ver seu irmãozinho na janela para assistir o parto. Fiquei preocupada com ele, querendo mostrar o quanto o amo e o quanto ter você com ele ali era uma coisa ímpar na minha vida. (Escrevo e choro... de emoção! Que benção poder viver isso! ) 
Vó Paula, vô Marcos e tio Pedro também estavam lá. Com a Elisa, a babá de quem a gente tanto gosta. Chegaram a tempo, graças a Deus. 
Não tirei os olhos do Fefel, que observava atentamente tudo. E sussurava para ele: "Eu te a-mo!". 
Vó Paula chorou de emoção... seu pai também. Vi os olhos dele cheios, como os meus e disse que o amava também. 
Ver mais uma cria nossa, que depende de nós e que chegou linda para nós, é grandioso.

O CHORO 

De repente, o seu chorinho! Na hora, até me esqueci que nenem tem mesmo de chorar quando nasce. Devo ter perguntado, meio grogue e demonstrando preocupação, sobre o seu choro. E ouvi da pediatra: "Tem de chorar mesmo, é importante! É bom sinal!". Pra expandir os pulmões, claro. Me lembrei das leituras e me tranquilizei. 

3.100 KG 

"Nasceu! Meio dia e vinte e nove!", exclamou o anestesista. Um fofo também. Ô equipe boa, gente. Dra. Paula, uma querida, me tranquilizando desde sempre. O auxiliar, Ronnie, falando da filha bebê pra me fazer pensar em coisas boas, já que eu confessei o meu medo, ou pavor, de cesárea ao chegar ao centro cirúrgico. Os dois também fizeram juntos o parto do Fefel. E o anestesista eu reconheci pelo nome, Serafi. 
Falei da enxaqueca no pós-parto do irmão e disse que sentia muito frio depois da anestesia. Queria que fosse diferente. Ele falou: "Vamos fazer uma medicação e você não vai sentir frio nenhum. Fica tranquila!", fazendo carinho nos meus ombros, enquanto começava o procedimento para você nascer. 

APGAR 9,1

Antes de você aparecer para mim, enquanto todos te viam e as enfermeiras e pediatra te limpavam, te pesaram e testaram. De repente, ouvi a nota do teste feito ao nascer. Maravilhosa! Tudo perfeitinho.



A EMOÇÃO DE TE VER 

Quando você apareceu... ai, meu Deus, que emoção! Filha, você é linda desde o primeiro minuto! Chegou pra mim rosa, linda... perfeita. PER-FEI-TA! Me apaixonei! 
Consegui mexer os braços e pegar em você embrulhadinha, coisa que não consegui fazer com o Fefel. 
E me lembro de exclamar sobre o quanto você era linda! E de agradecer a Deus pela perfeição. Afinal, enquanto estava na barriga, mamãe fez tudo para sua saúde, mas te ver e ter a certeza de que deu tudo certo não tem igual. Minha nova pele de pêssego! Meu novo grande amor! 

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