quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Papai e mamãe artesãos


Filha, 
papai e mamãe passaram o fim de tarde todo trabalhando para deixar pronto o seu porta-treco. Ô coisinha que deu trabalho! 
A ideia era repaginar o do seu irmão, que era azulzinho xadrez e bege de poá branco. Uma coisa fofa. Pensei em fazer a mesma coisa para você, só que no rosa. Mas confesso que não tive coragem de pagar o que uma artesã pediu. Estava ressabiada, afinal, paguei pelos enfeites de futebol na cortina da cama do Fefel e não gostei. O bordado do seu porta-maternidade maravilhoso também não saiu como eu gostaria. Resolvi então tentar fazer em casa.

HOMEMADE 

Primeiro comprei as tintas para pintar as caixinhas. Comecei sozinha, na semana do Natal, pintando de branco, enquanto seu irmão pintava os quadrinhos que deu de presente. Cada um precisava de uma função, senão eu não conseguiria nada.
O negócio ficou uns 5 dias secando, até eu ter tempo para mexer de novo. Vó Paula e Elisa, a babá que se vai, ajudaram. 
Foi uma doideira, porque colamos fita dupla face em todas as caixinhas para tentar acertar o xadrez. Deu tudo errado e a gente só teve certeza disso uns dias depois. O papai ficou passando a fatura: "Eu avisei que não ia dar certo!"

A SOLUÇÃO 

A ideia de usar o papel de parede que sobrou do seu quarto foi do papai mesmo. Quando a gente ainda estava começando a pintar as peças. Mas eu quis tentar a tinta, afinal, já estava comprada. 
Como não deu certo, seu pai teve de lixar todas as caixinhas para tirar a camada grossa. Resolvemos pegar no batente no dia 02 mesmo. O primeiro de férias dele depois de todas as festas. Foi um dia também de pregar os quadrinhos no seu quarto e no do Fefel.

AS CAIXINHAS
Papai passava a cola e acertava tudo... mamãe cortava os papéis. Até compramos estilete e régua própria pra isso. Coisa que eu nem conhecia, filha. No fim, ficamos até onze da noite cortando e colando para deixar quase tudo pronto. Vovó participou da finalização.
O mais bacana é você saber que fomos nós que cuidamos de tudo! Mais: enquanto trabalhávamos, o papai dizia: "Pri, a gente pode fazer muita coisa junto! "  A gente sente mesmo falta de trabalhar juntos. Quem sabe nesse ano não dá certo, né?!

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