segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O dia do parto




Decidimos marcar para o dia 10/01, uma quinta-feira. Mamãe confessa que sempre achou estranho marcar cirurgia, mas não aguentava mais de ansiedade... O peso da barriga de 38 semanas, que endurecia todas as noites, a superação do medo de você nascer prematura, além da vontade de te conhecer. Tudo isso pesaram na decisão. E mais: vô Marcos tinha passagem para voltar para BH no dia 10 e a vó Paula fica aqui em casa um mês, até 24/01. Queria muito aproveitar a ajuda dela, que é preciosa, pelo maior tempo possível, sem comprometer a sua chegada. 

A ESCOLHA DA DATA 

Na consulta do dia 08/01, Dra. Paula disse que não precisávamos esperar mais. Foi bom ouvir isso, confesso. E sugeriu que fizéssemos no dia seguinte. Ai, meu Deus! Tive até dor de barriga na hora, de medo. 
Ela tentou marcar, mas a maternidade não tinha a sala com o visor disponível e eu sonhava em ter os avós vendo o parto. O jeito foi esperar até o dia 10. Na verdade, um dia antes da data que tínhamos marcado na semana anterior. 
Eu tinha preferido o dia 11 para você ter o mesmo número do irmão, já que seria o prazo máximo sugerido pela médica. Mas resolvi antecipar um dia, acreditando que tudo seria melhor. 

A VÉSPERA 

Foi uma correria insana. Fui ao salão, arrumei a sua malinha - tantas opções de roupinha que passei horas em dúvida... A minha só ficou pronta lá pra meia noite e meia. Fiz coisas em casa, resolvi os últimos detalhes e ainda deixei\ o quarto pronto, porque seu pai quis tudo, tudo, montado antes da gente ir pra maternidade. Fiquei podre. 

A HORA H 

Fomos - eu e o papai - para maternidade por volta das 10h da manhã. O parto foi marcado para às 12h. A ansiedade maior era saber mesmo se estava tudo bem com você. Ah, sem contar a vontade de superar a cesárea para ter certeza de que tudo tinha dado certo. 
Fefel ficou em casa para ir mais tarde com os avós. 
Por volta de 12h, me chamaram... Coloquei a roupa e segui para o bloco cirúrgico, morrendo de medo dos avós não chegarem a tempo.



Vi a Dra. Paula logo que entrei e falei do medo, claro. Ela dizia, o tempo todo: "Tranquila! Vai dar tudo certo... e vai ser rapidinho!". Não deu outra, graças a Deus!O 

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